“Piodermites em Cães e Gatos: Tipos, Causas, Sintomas e Tratamentos das Infecções Bacterianas da Pele”
"Dr.Roque Junior Médico Veterinário"As piodermites representam um dos grupos de doenças dermatológicas mais comuns na clínica de pequenos animais. Trata-se de infecções bacterianas que acometem diferentes camadas da pele, podendo variar de lesões superficiais autolimitadas até quadros profundos e recorrentes associados a doenças de base. O correto diagnóstico e tratamento são essenciais para o controle e prevenção de recidivas.
Infecções Bacterianas da Pele (Piodermites) em Cães e Gatos
Resumo
As piodermites representam um dos grupos de doenças dermatológicas mais comuns na clínica de pequenos animais. Trata-se de infecções bacterianas que acometem diferentes camadas da pele, podendo variar de lesões superficiais autolimitadas até quadros profundos e recorrentes associados a doenças de base. O correto diagnóstico e tratamento são essenciais para o controle e prevenção de recidivas.
Palavras-chave: piodermite, infecção bacteriana, cães, gatos, dermatologia veterinária, otite, pododermatite.
Capítulo 21 – Piodermite Superficial (Impetigo, Foliculite Superficial)
As piodermites superficiais limitam-se à epiderme e ao folículo piloso, sendo frequentemente causadas por Staphylococcus pseudintermedius.
Impetigo
É mais comum em filhotes e caracteriza-se por pústulas não foliculares localizadas principalmente na região ventral do abdome. As lesões podem evoluir para crostas e áreas de alopecia discreta. O prurido costuma ser leve ou ausente.
Foliculite Superficial
Acomete animais de qualquer idade e manifesta-se por pápulas, pústulas e colaretes epidérmicos, com alopecia circular. O prurido é variável e pode ser acentuado em casos secundários à dermatite alérgica.
O tratamento inclui limpeza tópica com xampus antissépticos (clorexidina ou peróxido de benzoíla) e, nos casos extensos, antibióticos sistêmicos guiados por cultura e antibiograma.
Capítulo 22 – Piodermite Profunda (Furunculose, Celulite)
As piodermites profundas atingem a derme e o tecido subcutâneo, sendo dolorosas e frequentemente acompanhadas de secreção purulenta, crostas hemorrágicas e ulcerações.
Furunculose
Decorre da ruptura do folículo piloso e disseminação da infecção para a derme adjacente. É observada principalmente em regiões sujeitas a trauma, como mento e dorso.
Celulite
A infecção difunde-se pelo tecido subcutâneo, podendo causar edema, dor e febre. Em casos graves, há risco de bacteremia. O tratamento envolve antibioticoterapia prolongada, controle da dor e anti-inflamatórios. Casos refratários exigem investigação de doenças imunossupressoras.
Capítulo 23 – Piodermites Associadas a Doenças de Base
As infecções cutâneas recorrentes são frequentemente secundárias a doenças que comprometem a barreira cutânea ou o sistema imunológico.
Entre as causas mais comuns estão:
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Dermatite alérgica à picada de pulgas (DAPP)
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Dermatite atópica
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Endocrinopatias (hipotireoidismo, hiperadrenocorticismo)
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Distúrbios nutricionais ou imunológicos
O tratamento eficaz depende do manejo da doença primária associada, além do uso racional de antibióticos e controle ambiental adequado.
Capítulo 24 – Dermatite Interdigital (Pododermatite Bacteriana)
A pododermatite bacteriana é uma condição inflamatória e infecciosa que acomete os espaços interdigitais e coxins plantares. É frequentemente dolorosa e pode causar claudicação.
Etiologia: além da infecção bacteriana primária, fatores predisponentes incluem traumas repetitivos, umidade, alergias e conformação anatômica inadequada.
Sinais clínicos: eritema, inchaço, presença de fístulas e secreção purulenta.
Tratamento: limpeza local, uso de antibióticos sistêmicos e tópicos, controle da dor e correção dos fatores predisponentes. Em casos crônicos, pode ser necessária abordagem cirúrgica.
Capítulo 25 – Otite Externa Bacteriana
A otite externa bacteriana é uma das manifestações mais comuns de infecções cutâneas secundárias, especialmente em cães com predisposição anatômica (como raças de orelhas pendulares).
Agentes etiológicos: Staphylococcus pseudintermedius, Pseudomonas aeruginosa, Proteus spp., entre outros.
Sinais clínicos: prurido intenso, secreção ceruminosa ou purulenta, odor desagradável, eritema e dor à palpação do pavilhão auricular.
Diagnóstico: exame otoscópico, citologia auricular e cultura bacteriana.
Tratamento: envolve limpeza do conduto auditivo, antibióticos tópicos (combinados a antifúngicos e corticoides quando indicado) e controle da causa subjacente, como alergias ou corpos estranhos.
Conclusão
As piodermites representam um desafio clínico frequente, exigindo abordagem diagnóstica cuidadosa e tratamento individualizado. O reconhecimento das formas clínicas e das doenças de base é fundamental para o sucesso terapêutico e prevenção de recidivas.
O uso racional de antibióticos, aliado a medidas de higiene, controle de ectoparasitas e suporte imunológico, constitui a base para a recuperação cutânea e manutenção da saúde dermatológica de cães e gatos.
Autor:
Dr. Roque Antônio de Almeida Júnior
Médico Veterinário – CRMV-SP 23098
Atendimento domiciliar em Mogi das Cruzes e região
📍 Cães, gatos, silvestres e cavalos
🌐 www.doutordosanimais.com.br
📸 Instagram: @roque_junior_veterinario

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